Foi dor de doer com força. Daquelas que não se espera. Como quando alguém querido está no hospital, tem aquela melhora súbita, você fica feliz e, na verdade, aquele momento é só pra você guardar uma boa lembrança.
Dores são como pessoas: cada uma dói de um jeito. E a cada dor que se sente, é como um pedaço que se vai.
Lembrei das primeiras páginas do livro da Clarice Lispector - A Paixão segundo G H; quando ela fala de uma perda, como a perda de uma terceira perna... Só precisamos de duas para caminhar, mas perder a terceira perna pode ser avassalador...
Existem pessoas que entram na vida gente como uma chuva de verão, mas que sem que se perceba, acabam por atravessar várias estações. Enquanto permanecem, nem sempre a gente sabe a razão e quando se vão, a gente ainda leva um tempo pra entender porque justo naquele dia o guarda chuva ficou em casa...
Chuva amiga, que florece. Chuva que foi chover em outro lugar. Chuva que passou e que talvez nunca mais retorne...
Chuva que deixou o coração encharcado de saudade.




TOPBLOG 2010

Amigos,

O Diário de Bordo foi indicado para concorrer ao Prêmio TOPBLOG 2010!!!  Fico super orgulhosa e feliz!!! Apesar de estar meio distante.... Continuo de olho em tudo.

Prá votar no Diário é só clicar no selo ao lado >>>>>

Super obrigada pelo carinho de sempre!
beijooooooooooooooooo

QUANDO A GENTE VOLTA À VIDA ...


Quando estamos passando por algum revés, seja ele financeiro; profissional ou sentimental, o que não faltam são pessoas pra nos dizer que tudo vai passar....

Quando a questão é o fim de um relacionamento então... Aí mesmo é que você vai cansar de ouvir conselhos e frases do tipo: saia, divirta-se, namore.... Hein?

Na minha experiência pessoal a pior coisa que alguém poderia me dizer era:  “- Esqueça!” Como assim, esqueça? Estalamos os dedos e apagamos da memória 20 anos de relacionamento? Ctrl+Alt+Del? No coração? Fala sério!

Mas a verdade é que tudo passa MESMO!!! E é exatamente assim: quando você menos espera, ou seja, quando você finalmente DESFOCA da sua dor; quando você fica de saco cheio de sofrer (à toa).  

Não existe um tempo determinado pra isso acontecer, tipo: você sofre seis meses e fica boa, ou um ano e meio e daí tá recuperada. Não. Cada um tem seu tempo (muito particular); cada um responde a um estímulo diferente que dá o start para o retorno à vida. E quando isso acontece, esteja certa: é o Nirvana. Você no controle de novo.

Mas esteja atenta: no momento em que seu “passado” perceber que você sobreviveu, ele vai procurar “embaçar” sua recuperação com tentativas de revival ou, querendo ser seu melhor amiguinho, aquele que está sempre por perto... Não permita isso! O que passou, passou. Fica lá trás. Não volta. Afinal de contas, se ele fosse tão bonzinho assim, você não tinha passado o tempo que passou roendo “beira de penico”, né?

Siga em frente, sem medo de ser feliz de novo, experimente novas sensações, novos amores, novos lugares. VIVA e FAÇA-SE VIVA!

Clarice... sempre Clarice....



Temperamento impulsivo

       “Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
       Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”

Clarice Lispector pra mim.....

Diálogo - Rita Apoena




A primeira vez que li Rita Apoena, foi numa postagem do Blog Me Permita
(www.mepermita.blogspot.com), do Arthur.

A Rita é uma gauchinha linda, recheada de sentimentos, sonhos e imaginação. Dona de olhos atentos a tudo o que acontece ao seu redor; do lado de dentro, do lado de fora; enfim uma flor que escreve...  E que nos faz um carinho cada vez que publica uma nova brisa no seu Jornal das Pequenas Coisas ( www.ritaapoena.blogspot.com)...

O texto que o Arthur postou em fevereiro deste ano foi "Diálogo"... Que tem tudo a  ver com tudo!
Então Rita, vou postar esse texto aqui hoje, para que mais gente possa saborear a doçura das suas palavras...

Ah Rita, em tempo: tomei a liberdade de fazer uma "adaptaçãozinha" quase imperceptível tá? Só você vai notar... rs


Diálogo

— E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos verdes certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

— Ah. Porque eu sou tímida.

Rita Apoena



(By the way Teddy, I know that I've already told you this before, but I've felt like telling you this again, because I still feel like this about you...)

Basta o Essencial!!

Não tem nada que me aborreça mais do que egoísmo. Detesto pessoas egoístas, que não enxergam um palmo adiante de seus narizes. Detesto. Poucas coisas me tiram o bom humor, mas egoísmo é duro de aturar...
Aí, me lembrei de um texto do Rubem Braga, que não fala exatamente de egoísmo, mas mostra bem como eu me sinto em relação às "pequinezas" com as quais esbarramos por aí. E tudo o que eu não quero mais pra mim...

"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.


Basta o essencial!"             

O exercício do "outro"...

Eu sei que tudo isso parece um grande blá, blá, blá...  Mas isso é realmente um exercício... Eu acredito, eu pratico...

Preciso compartilhar com vocês....







Um sujeito está em um bar com o seu grupo, quando entra um velho amigo, que vivia tentando acertar na vida, sem resultado.

"Vou ter que dar uns trocados pra ele", pensa.

Acontece que, naquela noite, o tal amigo estava rico, e veio expressamente pagar todas as dívidas que havia contraído no decorrer dos anos.

Além de reembolsar os empréstimos que lhe foram feitos, ele manda servir uma rodada de bebida para todos.

Quando lhe indagam a razão de tanto êxito, responde que até dias atrás estava vivendo o Outro.

- O que é o Outro?- perguntam.

- O Outro é aquele que me ensinaram a ser, mas que não sou eu. O Outro acredita que a obrigação do homem é passar a vida inteira pensando em como ter segurança para não morrer de fome quando ficar velho. Tanto faz planos que só descobre que está vivo quando seus dias estão quase terminando.

- E você, quem é?

- Eu sou o que qualquer um de nós é, se assim o desejar: uma pessoa que se deslumbra diante do mistério da vida. Só que o Outro, com medo de decepcionar-se, não me deixava agir.

- Mas existe sofrimento- dizem algumas pessoas no bar.

- Ninguém escapa do sofrimento. Por isso, é melhor perder alguns combates na luta por seus sonhos do que ser derrotado sem sequer saber por que voce está lutando.

Quando descobri isto, acordei decidido a ser o que realmente sempre desejei. O Outro ficou ali no meu quarto, me olhando.

No começo, não aceitou sua condição, e vivia insistindo para voltar a possuir minha alma.

Mas eu não o deixei mais entrar, embora tenha procurado me assustar algumas vezes, me alertando para os riscos de não pensar no futuro.

A partir do momento em que expulsei o Outro da minha vida, a energia Divina operou seus milagres.

Autor: Paulo Coelho

ETERNIDADE


Preciso meditar sobre isso todos os dias da minha vida......

  

O que eu tenho não me pertence
Embora faça parte de mim.
Tudo o que sou me foi um dia emprestado pelo criador, 
para que eu possa dividir com aqueles que entram na minha vida.

Ninguém cruza nosso caminho
Por acaso e nós não entramos na
Vida de alguém sem nenhuma razão.
Há muito o que dar e o que receber.
Há muito o que aprender, com experiências boas ou negativas.

É isso...
Tente ver as coisas negativas que acontecem com você
como algo que acontece por uma razão precisa.
E não se lamente pelo ocorrido.
Além de não servir de nada reclamar,
isso vai lhe vendar os olhos para continuar seu caminho.

Dê de você mesmo o quanto puder!
Quando você se for, a única coisa que vai deixar
é a lembrança do que fez aqui.

Seja bom, tente dar sempre o primeiro passo,
nunca negue uma ajuda ao seu alcance.
Perdoe e dê de você mesmo.
Seja uma benção!

Deus não vem em pessoa para abençoar.
Ele usa os que estão aqui dispostos a cumprir essa missão.
Todos nós podemos ser anjos.

A eternidade está nas mãos de todos nós.
Viva de maneira que, quando você se for,
muito de você ainda fique naqueles
que tiveram a boa ventura de encontrá-lo!!!

Autor: Chico Xavier

Mais Palavras de Osho para nossa Reflexão...

Leio as Palavras de Osho todos os dia de manhã...  Vocês podem dizer que eu sou uma alienada, mas declino da oportunidade de ler o site de notícas da Globo - o G1; meu negócio é Osho... Com as situações da vida prática até que eu lido bem; não me alimento das tragédias e cenas de violência da cidade; mas preciso nutrir, orientar e iluminar meu espírito para me manter no jogo...
Eu acredito no inconsciente coletivo... Acho que todos falamos das mesmas coisas, ao mesmo tempo em situações e lugares, com pessoas diferentes.... Então, hoje, para não me desmentir, Osho trouxe as palavras sobre as quais muitos de nós precisa meditar.... Cada um no seu quadrado....
Paz e bem para todos nós......


Da solidão ao "estar só"

As pessoas acham que solidão é sinônimo de tristeza. É uma interpretação errada, porque tudo o que há de belo sempre acontece quando se está sozinho, nunca no meio de uma multidão.

Estamos condicionados a achar que ficar sozinho provoca mal-estar. E que a felicidade reside em estar com outras pessoas. Isso nem sempre é verdade.

A felicidade que se origina em estar com outras pessoas é muito superficial, enquanto a felicidade que surge quando você está sozinho é muito profunda. Portanto, aproveite-a.

A palavra "solitário" provoca tristeza em você. Não pense nisso como solidão, e sim como "estar só". Pense em "estar sozinho", mas não em isolamento. As palavras incorretas podem criar problemas.

Pense nisso como um estado meditativo, o que de fato é. E aprecie aquilo que ele traz.

Cante, dance ou apenas sente-se em silêncio em frente à parece, esperando que algo aconteça. Faça disso uma meditação e logo você descobrirá uma qualidade diferente, que não tem nada a ver com a tristeza.

Quando se mergulha completamente na profundidade da solidão, todos os relacionamentos parecem superficiais. Mesmo o amor não pode ir tão fundo quanto o "estar só" porque o amor pressupõe a presença de outro e essa presença mantém você mais perto da periferia.

Quando não há ninguém e você de fato está sozinho, o perigo é começar a afundar e afogar-se em si mesmo. Não tenha medo. No começo esse afogamento se parecerá com a morte e uma melancolia irá cercá-lo porque você só conheceu a felicidade com outras pessoas, em outros relacionamentos.

Espere um pouco. Deixe-se afundar até que o silêncio se imponha e traga, junto com ele, uma espécie de dança, um movimento em seu interior. Nada se move e ainda assim tudo é muito rápido. Os paradoxos se encontram e as contradições se dissolvem.

Sente-se em silêncio em frente à parede, relaxado mas alerta. A qualquer momento algo pode surgir em você. Não há para onde ir: em qualquer direção que você olhar haverá uma parede. Paredes são muito bonitas. Não coloque nem mesmo um quadro, deixe a parede lisa.

Quando não há nada para ser visto, aos poucos o seu interesse em ver desaparece. Paralelamente, outra parede se levanta — a parede do não-pensamento.

Permaneça aberto e sorria, murmure uma canção ou então balance o corpo suavemente. Pode dançar, se quiser, mas saia da frente da parede. Deixe que ela seja seu objeto de meditação.

É preciso chegar a um acordo com a própria solidão. Enfrente-a e você perceberá que ela muda sua cor, muda sua qualidade — até seu sabor fica totalmente diferente: a solidão se transforma em "estar sozinho".

O isolamento vem acompanhado de sofrimento, mas a solidão é uma extensão da felicidade.



Osho, em "Uma Farmácia Para a Alma"

Criar Laços....



Quando li  O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupery pela primeira vez,eu devia ter uns 6 anos de idade... ( me corrige aí, pai, se eu estiver errada... ) De lá pra cá, acho que já re-li umas 5 ou 6 vezes; deve ser porque nunca me esqueci da imagem da "cobra engolindo o elefante"....  Dificil escolher uma passagem... Mas esta é especial...

"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui - disse a voz -, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o principezinho.
- Tu és bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs o principezinho. - Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
(...)
- Eu procuro amigos. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil garotos. Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro.
Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo...
(...)
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
(...)
- Os homens esqueceram essa verdade - disse a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."